Multa de trânsito é igual a chifre…

outubro 7, 2009

Multa de trânsito é igual à chifre: Se você não levou, ainda vai levar.

A gente nem quer ir atrás para ver se levou mesmo, fica em casa pensando, mas não quer ver o fato comprovado. A questão é que notícia ruim sempre chega, e muito rápido.

Hoje chegou minha segunda multa. A Primeira foi por excesso de velocidade, e esta por avançar sinal vermelho.

E eu nem podia gastar dinheiro agora =(

Pelo menos meu carro saiu bonito na foto né? rs


As pessoas me assustam

outubro 6, 2009

Uma coisa que eu nunca conseguiria estudar é Psicologia. Entender a mente humana é uma tarefa complexa demais.

Ainda me surpreendo com o que uma pessoa é capaz de fazer para alcançar seus objetivos. Acho que o maior agente causador de decepção é a traição, de qualquer tipo.

Traição de um namorado, de um amigo, de um familiar, de um colega de trabalho (acho que já usei essa frase aqui no blog, mas nunca é demais).

Hoje fui traída por uma pessoa que eu não tenho laços afetivos, mas ainda assim fez com que eu ficasse muito triste. Por perceber que sempre existe alguém que tem a falta de caráter para passar a perna em alguém que sempre lhe estendeu a mão.

Porém, neste exato momento, enquanto estou descendo a lenha no cárater (ou na falta dele) humano, eu recebo em meu celular uma mensagem muito fofa, de uma pessoa muito especial. E aí eu lembro porque ainda não desisti das pessoas.


Meu único amigo da rua se foi…

setembro 8, 2009

Na madrugada de Domingo para Segunda-Feira eu desliguei o computador, passei os quinhentos mil cremes no rosto, e deitei em minha cama para dormir.

Quando estava quase adormecendo comecei a ouvir vozes na casa ao lado. No inicio não consegui entender direito o que era, até que começou a ficar mais nítido:

Nããão…. Me ajudaaaaa, por favor, não, me ajuda… – gritou a voz feminina, que vinha da casa ao lado.

Eu fiquei assustada, será que tinha entrado algum ladrão na casa ao lado? Eu deveria ir até lá? Eu deveria chamar a policia?

Eu ouvi outras vozes, e entre elas, alguém acalmando a moça que estava gritando. Até que alguém ligou o carro, abriram o portão e saíram da casa.

Imaginei que se fosse algum ladrão não teriam tentado acalmar a moça, e fiquei um pouco mais tranqüila com isso. Não havia nada que eu pudesse fazer, afinal, eles tinham saído da casa. Fui dormir pensando nisso.

No dia seguinte, quando acordei perguntei a minha mãe se havia acontecido algo na casa ao lado, e ela não soube me responder. Até que meu pai chega na sala e diz: “ O vizinho faleceu esta noite.”

Ele teve um infarto e faleceu dentro do quarto dele, e a moça que gritava era a filha  que o encontrou morto.

Me mudei para esta em 1997, e na rua não tinham pessoas da minha idade, de modo que nunca fiz amizade com ninguém (O fato de a rua ser dominada por transportadoras e industrias colaborou para este pequeno ser anti-social). Mas logo que me mudei um senhorzinho perguntou meu nome, e desde então sempre que me via dizia: Boa Tarde Juliana, moça bonita, bom passeio.

Mesmo depois de 12 anos, não importava o horário, o dia da semana, ele sempre me desejava um “bom passeio” e sempre fazia questão de me chamar de “moça bonita”. Muitas vezes eu estava indo trabalhar, e imaginei que para ele, a vida deveria ser um eterno passeio.

Ele tinha Mal de Alzheimer, mas nunca esquecia meu nome.

Ele esquecia o caminho de volta para casa, mas nunca esquecia meu nome.

E eu percebi que eu nunca soube o nome dele. Ele era apenas o velhinho que sempre me desejava um bom passeio.

Espero que agora, a única pessoa da rua que me cumprimentou durante anos, esteja tendo um bom passeio lá em cima.